A assinatura da coleção
Os clássicos na linha do tempo
Um clássico raramente nasce no vácuo. Aqui, as obras não aparecem soltas: ficam ancoradas na sua era — o movimento literário, o mundo e as ideias que as cercaram. Abra um período para ler o contexto daquele momento e percorrer as obras que dele surgiram. A coleção cresce, e a linha do tempo com ela.
Romantismo Americano 1830–1850 3 obras
No início do século XIX, o Romantismo nos Estados Unidos dividiu-se em duas correntes. De um lado, o otimismo transcendentalista de Emerson e Thoreau, que celebrava a natureza e a bondade essencial do homem. De outro, a vertente sombria — a de Poe e Hawthorne —, que olhava para dentro e encontrava o medo, a culpa e o abismo. É dessa segunda veia que nascem as obras desta era.
Belle Époque — Literatura Europeia 1880–1920 1 obra
O último grande esplendor da Europa antes da Primeira Guerra — quando a Rússia ainda era Império, a Paris era a capital da arte, e escritores como Ivan Bunin conseguiam ainda testemunhar (e depois exilar-se de) um mundo que ruía sob seus olhos. É a era de Tolstói ainda vivo, de Tchékhov definindo a prosa moderna, de Turguêniev deixando seu legado. Uma literatura de precisão sensorial, de melancolia lúcida, de observação exata do mundo que desaparecia.
Brasil Imperial 1822–1889 2 obras
Entre a Independência e a República, o Brasil do Império tentou construir uma identidade nacional sob uma contradição de fundo: um país que se dizia civilizado e liberal, mas que sustentava a escravidão como base da economia e mantinha a mulher fora da educação e da vida pública. É o tempo do Romantismo brasileiro e do nascimento de um pensamento social próprio — de José de Alencar forjando os mitos da nação a Nísia Floresta medindo a civilização do país pela liberdade concedida às suas mulheres. As obras desta era leem o Brasil enquanto ele se inventa.
Primeira República 1889–1930 1 obra
Depois da Proclamação da República, o Brasil trocou o Império pela política do 'café com leite' e pelo coronelismo — uma democracia de fachada que preservou, sob nova roupagem, as mesmas hierarquias de antes. É o tempo do pré-modernismo, da capital carioca se modernizando à força (e demolindo sua própria história no processo) e de uma literatura que começa a encarar de frente o racismo científico, a farsa do mérito republicano e a distância entre o Brasil oficial e o Brasil real. Lima Barreto é a voz mais lúcida — e mais ignorada em vida — desse momento.
Horror Cósmico — Era Pulp Americana 1917–1937 1 obra
Entre a Primeira Guerra e a ascensão do nazismo, uma geração de escritores americanos publicou nas páginas baratas das revistas pulp — Weird Tales à frente — um horror novo, sem fantasmas nem castelos: o de um universo vasto, antigo e completamente indiferente à existência humana. É o tempo de H. P. Lovecraft e do círculo de correspondentes que ele orientava por carta, construindo a várias mãos uma mitologia comum enquanto o mundo ao redor atravessava a Grande Depressão, a Lei Seca e a marcha dos totalitarismos que levariam à guerra seguinte.